sábado, 17 de dezembro de 2011

Como funciona a reciclagem de computadores?

        O lixo eletrônico é um dos grandes problemas da atualidade. Segundo dados do Greenpeace, por ano, são produzidos até 50 milhões de toneladas desse tipo de dejeto no mundo inteiro. E o volume vem crescendo em 5% ao ano na Europa. A questão principal não é a só que esse lixo ocupe muito espaço, o grande perigo é que a maior parte dos aparelhos eletrônicos usa em sua fabricação metais tóxicos, como mercúrio, chumbo e cádmio. "Quando um computador vai para o aterro sanitário, essas substâncias reagem com as águas da chuva e contaminam os afluentes e o solo", alerta Tereza Cristina Carvalho, diretora do Centro de Computação Eletrônica da Universidade de São Paulo (USP) e coordenadora do Centro de Descarte e Reciclagem de Lixo Eletrônico da instituição.
    A princípio, todos os componentes do microcomputador e do monitor podem ser reciclados. Até mesmo as substâncias tóxicas, como o chumbo, são reaproveitadas na confecção de novos produtos, como pigmentos e pisos cerâmicos. "A ideia é que, além de evitar que o metal contamine o solo, ele volte para a linha de produção. Assim, não é preciso tirar mais minérios da natureza", afirma Tereza Carvalho. Porém, no Brasil, ainda é muito difícil conseguir reciclar um aparelho inteiro. O que acontece é que, em geral, as empresas são especializadas na reutilização de apenas um tipo de material, como placas, plástico ou metais. Assim, quando uma máquina chega a esses lugares, o que interessa é aproveitado e o restante tem destinação incerta. É por isso que a USP está implantando o primeiro centro público de reciclagem de lixo eletrônico, que deve entrar em funcionamento em agosto. Lá, a equipe vai fazer a separação dos materiais e destiná-los para as empresas especializadas, fazendo com que nada seja descartado. "Existe uma falta de consciência sobre esse assunto, mas temos de pensar que, só em 2008, foram vendidos 12 milhões de computadores e que, daqui a cinco anos, eles vão virar sucata", diz a professora.
       No Brasil, a questão da destinação de aparelhos elétricos começou a ser discutida só agora, com um projeto de lei aprovado na Assembleia Legislativa de São Paulo e que prevê que os fabricantes, importadores e comerciantes sejam responsáveis por recolher e destinar o lixo eletrônico. Porém, Tereza Carvalho explica que a iniciativa é válida, mas não resolve o problema, já que trata apenas de computadores, monitores e produtos magnetizados. Sistemas de rede e parques de telefonia ficaram de fora. "Na Europa, que está bem avançada no assunto, desde 2002, existem leis que obrigam os fabricantes a se responsabilizar por todos os eletrônicos produzidos. Além disso, só podem ser fabricados micros verdes", diz a professora. Para um computador ser considerado verde, ele precisa ter um sistema de economia de energia, ser produzido dentro de padrões de gestão ambiental e não ter chumbo em sua composição. No Brasil, algumas marcas já oferecem essa opção, mas o mercado ainda é muito pequeno. "É muito importante divulgar o problema e alertar os consumidores para, primeiro, nunca darem aparelhos velhos aos sucateiros, que só vão retirar as partes que podem vender, o resto jogam fora. O ideal é que os usuários deveriam comprar apenas micros verdes. Se houver a demanda, todas as empresas vão ter que se adequar", finaliza Tereza Carvalho. 

domingo, 4 de dezembro de 2011

Campanha Resto Zero Será Realizada Essa Semana


O Restaurante Universitário (RU) da UFSM promove de segunda (5) a quarta-feira (7) a 10ª edição do Projeto Resto Zero. A campanha busca incentivar os usuários das três unidades do RU a diminuir o desperdício de alimentos. O mau aproveitamento do que é servido durante as refeições no restaurante corresponde, segundo dados das últimas nove campanhas, a um desperdício médio de 9,53%. 

A campanha também agrega atividades com temas de relevância social, como o uso excessivo do sal, a reciclagem e a preservação do bem-estar e da saúde. As atividades serão realizadas em parceria com outros dois projetos da UFSM: o Programa de Educação Socioambiental Multicentros e o ECOPET, projeto de reciclagem de lixo organizado por grupos do Programa de Educação Tutorial (PET). 

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Site indica pontos de coleta de embalagens longa vida


Se você tem o (bom) hábito de separar o lixo orgânico das embalagens e materiais recicláveisna sua casa, uma ferramenta virtual criada pela TetraPak pode ajudá-lo a achar locais que recebem embalagens longa vida (que podem se transformar em matéria-prima para diversos produtos) e outros resíduos.
O site Rota da Reciclagem mostra, pelo Google Maps, os pontos de coleta mais próximos do local em que você está. São mais de 3.400 lugares cadastrados, divididos em três tipos:
1. Ponto de Entrega Voluntária (PEV), que recebe as embalagens e materiais para serem enviados à reciclagem;
2. Cooperativas, onde a maior parte do material coletado vem de catadores cooperados e programas de coleta seletiva;
3. Comércios, que compram os materiais descartados (em geral em grandes quantidades e das cooperativas) e enviam às empresas recicladoras




Fonte: http://super.abril.com.br/blogs/ideias-verdes/

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Isopor: da produção ao descarte


Formação e Aplicação
O isopor é um tipo de plástico fabricado a partir do estireno, derivado do petróleo. Após o processo de polimerização forma o poliestireno, composto por carbono e hidrogênio. Ele é expandido (mais de 95% de ar) e por isso pode se transformar em produtos com vários formatos. 

Tem seu uso mais visibilizado em embalagens, caixas térmicas e proteção de aparelhos. Também são muito usados na construção civil, por serem bons isolantes térmicos e resistentes a várias condições.

Impacto no Meio Ambiente
Na natureza o isopor leva 150 anos para ser degradado, conforme estimativas. Mas as suas pelotas de isopor são confundidas com organismos marinhos, como o plástico, e ingeridas por cetáceos e peixes, afetando-lhes o sistema digestivo.

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Resíduos sólidos e mudanças climáticas

1º lembrar... Resíduo sólido não é o mesmo que lixo... lixo são os restos das atividades humanas considerados sem utilidade. Já, resíduo sólido é o resultado de atividades de origem industrial, doméstica, hospitalar, comercial ou agrícola e poder ser utilizado como matéria prima.


O gás metano, depois do velho e conhecido CO2, é o segundo gás em importância como responsável pelo aquecimento global. A produção desse gás ocorre pela decomposição da matéria orgânica depositada nos aterros e lixões, sendo que 84% da emissão vêm dos resíduos sólidos, 11% de efluentes industriais e 5% dos esgotos domésticos.
O gás metano pode ser transformado em combustível para automóveis ou pode gerar energia e créditos de Carbono. Além disso, a redução do desperdício de alimentos e a otimização do aproveitamento da matéria orgânica antes que ela chegue aos aterros ou lixões contribuem para reduzir a emissão de metano. A compostagem é o melhor caminho para reutilizar o composto orgânico proveniente do lixo das cidades.

Outra forma de contribuir para a redução da emissão de gases de efeito estufa é a reciclagem de embalagens após o consumo. Veja o exemplo da França após a implantação da reciclagem:





E então.... percebeu como é simples contribuir?

FONTE: Borba, M. P. & Otero, P. (org.). Consumo sustentável. São Paulo: Imprensa Oficial do Estado de Sãp Paulo, 2009. 96p.